quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Internalizações confusas

Às vezes me pego perdida em meus pensamentos e julgamentos...
Será será será...esta questão e as conjecturas dela decorrentes ficam rondando minha mente, como fantasmas que assombram uma casa vazia...
No entanto é importante pensar que muito provavelmente minhas conjecturas nunca se tornaram reais, porque então preocupar-me.
Por que estamos sempre sobressaltados com motivos, razões e acontecimentos que provavelmente só existiram em nossas mentes e em nenhum outro lugar???
A mídia, as pessoas, as conversas estão sempre nos incutindo medos, receios, problemas, tantas e tantas ilusões que muitas vezes só servem para nos desmotivar ou deprimir e nunca, nuca se tornaram reais...
No entanto continuamos nos preocupando com isso como se fosse um problema premente que deve ser solucionado imediatamente...
Assim o que nos resta é partir para a busca de algo melhor, de um amanhã mais belo, de tentar esquecer ou superar os tantos medos que nos foram incutidos e pelos quais jamais passaremos...
Ainda assim somos seres amedrontados, li certa que o homem é Deus atemorizado...
E realmente o somos e estamos constantemente nos atemorizando com uma série de pensamentos, sentimentos e situações que nem de longe refletem nossas verdadeiras vontades...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Pensamentos soltos

Estou sentindo uma dor no peito, uma angústia...um sentimento de vazio...
Pela manhã eu estava bem, foi na hora do almoço que isto começou...devem ter sido aquelas malditas músicas sertanejas...não sei se isso são músicas que se toquem no horário de almoço das pessoas...
Na verdade é que quando comecei a escuta-las lembrei do final do meu relacionamento, da dor que isso possa ter causado ou estar causando...lembrei que talvez eu ainda não tenha me dado tempo de sofrer suficiente, ou que talvez eu me sinta muito culpada por causar a dor de alguém e seguir sendo feliz...e meu olhos se enchem de água enquanto escrevo estas coisas, mas não vou chorar!
Eu sei que fiz o que achava certo e que tomei a melhor decisão, provavelmente para todos os envolvidos, mas ainda não consigo me livrar da culpa de causar dor.
É tão mais fácil sentir dor do que causar dor, e eu nunca tinha pensado nisto desta forma.
Claro que tudo vai ficar bem e se ajeitar, mas me sinto triste quando penso que posso ter magoado muito a alguém que não merecia ser magoado....na verdade as vezes me questiono se alguém no mundo merece ser magoado...
Bem estou só agora e posso pensar livremente no quero ou não...sei que para estar decisões pensar não resolve lá grandes coisas...mas
Minha mente é inquieta demais e pensa, pensa, pensa...
Muito mais do que deveria...
De fato, sei que tomei a melhor decisão, sinto isso no meu íntimo, na tranqüilidade que se instalou em mim, na inquietação que foi embora...
Antes eu estava sempre inquieta, agitada, inconstante, sempre buscando por algo que nunca estava lá...algo que me faltava e eu nunca sabia o que era...
Acho que encontrei, acho que me encontrei...
Na verdade eu sempre repudiei as pessoas fracas, mas não tinha certeza se minha força vinha realmente de mim ou da franqueza de quem me rodeava...agora eu sei...
Eu sei que ser forte não é ser dura, que ser frágil não é ser fraca e que ser humana não é ser perfeita...
Tão estranho pensar nisto...
É estranho pensar que terminei um relacionamento de anos que se tornou um fardo e que agora estou tão leve...
Estou tentando entender meus medos, meus anseios, não sei bem...
Estou tentando me achar, sozinha...bem...com uma ajudinha que ninguém é completamente sozinho neste mundo, né...
Mas estou tentando ser verdadeira, sem máscaras, sem disfarces, sem armadura...
Talvez minha armadura estivesse muito pesada pra mim...e isto é que estava me angustiando...
Pode ser...
Só sei que estou me preocupando menos em ser coerente, em fazer sentido, em ter um perfil muito definido...talvez eu possa apenas ser eu, um eu que muda sempre que quer...
Só isso!
Posso gostar de tudo, posso ser tudo e experimentar tudo, não preciso ser pré-moldada por mim mesma e minhas crenças de forças e fraquezas...não preciso mais carregar o mundo nas costas...
Engraçada esta sensação...
Acho que minha tristeza pode vir da perda, pode vir do fim e pode vir do medo, medo de não saber o que me espera, não poder ter certezas, de não ser infalível, de sentir que mesmo que eu faça tudo certo as coisas podem dar errado...e que isto não é culpa de ninguém...
Talvez isto seja crescer...
E isso dói...
Mas de qualquer forma, vou ter que achar meu caminho, sozinha, para depois buscar alguém que o siga comigo...
Isto é fato...
Tenho que me encontrar antes de encontrara as coisas que procuro, na verdade nem eu sei mais o que procuro...tem tantas coisas acontecendo na minha cabeça, ando com umas idéias que parecem uma loucura até para mim...para antiga eu...
Talvez eu precisasse ficar sem chão para perder o medo de cair...
Pode ser...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Tudo ao seu tempo...

Gosto de pensar que tudo nesta vida tem seu tempo, assim como nós temos o nosso tempo de vida.
Muitas vezes fico me questionando porque nos sentimos, tantas vezes, aprisionados em situações que criamos para nós...
A vida é uma escola onde aprendemos lições valiosas e seguimos rumo à evolução, mas porque precisamos de tanta dor para aprender tais lições, será que escolhemos esta dor?
Recentemente fiz uma escolha pessoal que resultou em muita dor e sofrimento para mim, pois uma escolha sempre implica em uma renúncia, e do mesmo modo creio ter gerado também dor e sofrimento para todos os envolvidos.
Mas o fato mais importante a questionar é: Seria necessária toda esta dor ou ela é fruto de nossa mente que cria um apego desnecessário a coisas materiais quando o essencial é eterno?
Não tenho uma resposta concluisiva sobre isto, mas escrever me ajuda a refletir, ou pelo menos desabafar...
Acredito firmemente que tudo nesta vida tem seu tempo e que se insisitimos em nos mantrer presoso à situações cujo tempo se esgotou estaremos atrsando nossa propria evolução e criando uma dívida kármica com os demais envolvidos que acabam prisioneiros de nossa resistência.
Bem, já que tudo tem seu tempo, acredito que o melhor seja tocar a vida pra frente e aguardar pelo melhor...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Evoluir

Por que é tão difícil nos desvencilharmos do passado? Será saudosismo ou receio do futuro?
O passado sempre nos parece um tereeno mais firme aos pés do que o presente em mutação ou o futuro incerto, mas até quando é possível viver no passo e qual o preço que teremos de pagar por tal escolha...
Ao ler alguns textos e estudar sobre evolução espiritual e nosa missão de desenvolvimento na encarnação presente, fico me perguntando até que ponto o apego ao passado nos aprisiona inviabilizando nosso desenvolvimento espiritual.
É complicado pensar num futuro estático e sem mudanças, já que geralmente a evolução surge dos conflitos...
Foi o big bang que originou o universo, foi a necessidade de proteção e sobrevivência que nos impeliram a aprender a controlar o fogo, foram as guerras que aperfeiçõaram a tecnologia...
De certo modo, pois do conflito sempre restam consequencias catastróficas e não somente a evolução o conflito constante impele o ser humano a se aprimorar, como indíviduo e coletividade.
Até que ponto o conflito é benéfico ou necessário em nossa evolução espiritual?
Já li que escolhemos a família e esperiências que teremos que passar nesta existência para nossa evolução espiritual e aprendizagem...e simultâneamente nos deparamos com enorme evolução espiritual oriunda da paz, da busca pelo nirvana, que é o tudo e o nada...
Mas os conflitos continuam pairando sobre nossas mentes e nos impulsionando a continuar, talvez somente após grande elevação espiritual consigamos nos desvancilhar desta conf~usão mental e do forçoso crescimento que ela nos causa...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Um novo ano ou um novo ciclo?

Todo começo traz em si a espectativa e o medo do novo. É interessante pensar em como cada um se renova e recomeça sempre que um novo ano se incia. Muitos projetos, muitos planos, muita espectativa.
A impressão que tenho frequentemente é que a cada ano fechamos um ciclo, e começamos um novo - que nem sempre é tão inovador assim.
Por isso os momentos de reflexão, o sentimentalismo de final de ano, as listas intermináveis de planos e promessas para o ano vindouro e a tentativa de 'virar a página' e começar de novo.
Na verdade o que acaba aconetecendo é muitas das promesas feitas são quebradas, a maioria dos planos esquecidos e o ano novo acaba ficando muito parecido com a página que havia sido virada.
A mudança está sempre em nós mesmos, e enquanto não sentirmos a mudança não conseguiremos implementá-la.
Mudar requer ação, muita ação, muita força de vontade e muito suor. É o único meio de transformar a virada do ano em um novo ciclo em nossas vidas.
É interessante pensar a espectativa que se cria a cada virada de ano, enquanto não nos apercebemos das mudanças de ciclos que vamos passando ao longo da vida...
Aquele momento crucial em que algo dentro de nós muda e os resultados deixam de ser os mesmo, porque nossas ações deixam de ser as mesmas.
Para o novo ser novo, temos que nos renovar, caso contrário, como em uma fórmula de matématica onde não se se altera os quocientes, o resultado será sempre o mesmo.
FELIZ 2008!!!
Este será um ano de grandes mudanças e realizações, se assim quisermos.